Índice nacional avança 0,58% no mês, abaixo do IPCA-15, e capitais do Sul seguem ritmos distintos no acumulado de 2026.
Florianópolis acumula alta de 6,65% em 2026 no Índice FipeZap, enquanto Porto Alegre soma 0,48% no mesmo período. No resultado de setembro de 2026, o índice nacional de venda residencial subiu 0,58% no mês, abaixo do IPCA-15 de setembro, de 0,70%, segundo o resultado divulgado pelo Portas em 01/10/2026.
O FipeZap mede preços pedidos em anúncios de venda, calculados pela Fipe em parceria com o Grupo OLX. Não mede o valor de fechamento dos negócios nem a tabela de lançamentos das incorporadoras, ponto relevante para quem usa o índice como referência de precificação.
Índice nacional sobe 0,58% e fica abaixo da inflação do mês
De acordo com o Portas, em 01/10/2026, a alta de 0,58% em setembro ficou abaixo do IPCA-15 do mês (0,70%). No acumulado de janeiro a setembro, o FipeZap soma 4,04%, acima do IPCA do período (3,83%) e do IGP-M do ano (3,45%), conforme os dados consolidados do mês. A diferença sobre a inflação, segundo a mesma fonte, está diminuindo.
No recorte por capital, o Portas registra, para o acumulado de 2026, alta de 12,04% em Vitória e de 2,60% em São Paulo. Porto Alegre aparece com 0,48%, Curitiba com 0,36% e Belo Horizonte com 0,19%. São números atribuídos ao FipeZap de setembro de 2026, sem interpretação adicional da fonte.
Florianópolis tem o 2º maior preço entre as capitais
Segundo o ND+, em 14/10/2026, com base no FipeZap de setembro, Florianópolis tem o preço de R$ 13.607 por m². É o segundo maior entre as capitais, atrás de Vitória (R$ 15.905) e à frente de São Paulo (R$ 12.206).
A capital catarinense registrou alta de 0,56% em setembro, de 6,65% no ano e de 8,31% em 12 meses, conforme o ND+. O bairro com maior preço médio anunciado é a Agronômica, a R$ 16.517 por m². Todos os valores são de anúncios, e os dados de Florianópolis constam de uma única fonte entre as consultadas.
Porto Alegre: preços no FipeZap e vendas de novos em planos distintos
Em Porto Alegre, o FipeZap de setembro de 2026 aponta alta de 0,48% no acumulado do ano, segundo o Portas (01/10/2026). É um indicador de preço anunciado. A pesquisa do Sinduscon-RS, feita com Alphaplan e Órulo e divulgada em 10/08/2026, trata de outro universo: vendas de imóveis novos de médio e alto padrão no primeiro semestre de 2026.
De acordo com o Sinduscon-RS, foram vendidas 2.059 unidades, 8% abaixo das 2.234 do primeiro semestre de 2025. Do primeiro para o segundo trimestre, as vendas subiram 26%, de 912 para 1.147 unidades. Os lançamentos somaram 1.206 unidades, 18% acima das 1.018 de 2025. O estoque é de 5.980 unidades, 44,4% delas de um dormitório.
Os dois conjuntos têm metodologias e períodos diferentes. Não se somam nem formam uma conta única.
| Universo | Indicador | Valor | Fonte e referência |
|---|---|---|---|
| FipeZap (preço anunciado) | Nacional, setembro | +0,58% | Portas, 01/10/2026 |
| FipeZap | Nacional, janeiro a setembro | +4,04% (IPCA 3,83%; IGP-M 3,45%) | Portas, 01/10/2026 |
| FipeZap | Florianópolis, acumulado no ano | +6,65% | ND+, 14/10/2026 |
| FipeZap | Porto Alegre, acumulado no ano | +0,48% | Portas, 01/10/2026 |
| Sinduscon-RS (vendas de novos, médio e alto padrão) | Porto Alegre, 1º semestre de 2026 | 2.059 vendidas; 1.206 lançamentos; estoque de 5.980 | Sinduscon-RS, 10/08/2026 |
O que o recorte do Sul indica para o mercado
Esta seção é leitura, não dado novo. No acumulado de 2026, o FipeZap mostra dispersão entre as capitais. Florianópolis (6,65%) fica acima da média nacional de 4,04%, enquanto Porto Alegre (0,48%) e Curitiba (0,36%) ficam abaixo dela. Para incorporadoras do Sul, isso reforça que a média nacional pouco informa sobre a dinâmica de cada praça.
Há limites claros. Preço anunciado não equivale a preço de venda efetivo. A pesquisa do Sinduscon-RS cobre um segmento específico e é anterior ao FipeZap de setembro. Nenhum dos dados sustenta, por si só, projeção de preços ou decisão de alocação de capital.
No FipeZap de outubro, convém observar se o índice nacional volta a superar a inflação mensal, se a vantagem do acumulado sobre IPCA e IGP-M continua diminuindo e como Florianópolis e Porto Alegre se movem no acumulado do ano.

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